Existem situações que é melhor a gente “virar a página” e esquecer o assunto! (literalmente).
Foi o que aconteceu em uma das minhas aulas para o 6º ano...
Nós estávamos estudando os “adjetivos”, mais precisamente, a formação das palavras e suas flexões. Não se preocupe, não é uma aula tradicional: os alunos aprendem de uma maneira contextualizada e fica mais atrativo. Então, resolvi comentar sobre uma matéria que saiu na revista “Língua Portuguesa”, da editora Segmento, que foi veiculada em setembro deste ano, sobre palavras primitivas e derivadas. Pois ainda existem muitas dúvidas sobre qual palavra veio primeiro, para a derivação.
Mas, quando falei da matéria da revista, disse que a imagem que ilustrava a reportagem era de uma galinha e um ovo, com a seguinte pergunta: “Quem veio antes?”
A minha aula transformou-se em debate entre criacionistas e evolucionistas.
Retomar o foco foi difícil, devo ter atrapalhado a aula da Dani, ao lado da minha sala, mas toda aquela confusão serviu de experiência para a minha vida profissional. Aprendi que tudo tem a hora certa, e os meus alunos ainda não tinham maturidade para refletir sobre aquela reportagem...
O artigo, de Aldo Bizzocchi, doutor em Lingüística, faz uma crítica a um modelo ultrapassado de ensino da língua, em relação às palavras derivadas, pois as gramáticas ensinam a formação das palavras sem considerar a sua etimologia.
