sábado, 3 de outubro de 2009

Questões-modelo do Enem misturaram velha e nova ortografias


Inep garante que textos da prova deste fim de semana serão padronizados, seguindo o novo acordo ortográfico

SÃO PAULO - As questões-modelo do Enem divulgadas no fim de julho pelo Inep tinham enunciados que respeitavam o novo acordo ortográfico da língua portuguesa e outros que mantinham as regras antigas. Na prova modelo de matemática, por exemplo, havia a palavra 'elipsoide', com o ditongo aberto 'oi' acentuado, como mandava as regras antigas. E nas questões de Linguagens, a palavra 'ideia' aparecia ora acentuada, ora respeitando o novo acordo, sem acento.

Segundo Maria Luiza Abaurre, autora do Sistema Uno e da Editora Moderna, a presença das duas ortografias demonstrou que a prova modelo não passou por uma revisão criteriosa. "Acho estranho que ambas as regras convivam em uma mesma prova. Principalmente porque foi apresentada como modelo para os alunos se prepararem para o exame. A sensação que dá é que não tomaram os devidos cuidados quando fizeram as questões."


Segundo o Inep, apesar da presença das duas regras nas questões-modelo, as provas do novo Enem, que serão aplicadas neste fim de semana, seguirão o novo acordo ortográfico da língua. Porém, como as duas ortografias ainda estão vigentes no País, as duas normas serão aceitas na redação. O uso da nova ortografia só será obrigatório a partir de 2012.

Aconteceu há alguns anos...

foto Mariah
7ª série (hoje 8º ano)

Época de avaliações, em uma escola particular do grupo Pueri Domus. Revisões, tempo de prestar muiiiiita atenção.

Era uma sala com poucos alunos. Neste dia, estavam dispersos, algo estava acontecendo. Estavam silenciosos, mas dispersos. Um clima tenso invadia aquela aula de Língua Portuguesa e eu não conseguia entender o que era. Continuei a aula.

Mas comecei a observar cada gesto, cada olhar... Percebi que eles olhavam para trás, mais especificamente para cima de um armário. Foi então que vi, lá em cima, uma lixeira pequena que normalmente ficava ao lado da porta. Perguntei quem tinha posto lá e quando me dirigi para colocá-la de volta no seu lugar, todos ficaram aflitos. O momento foi interrompido pelo comentário de uma aluna: “professora, sabe o que é...”

Na verdade, naquela lixeira, sem lixo, e muito limpa, estava um filhote de pássaro que havia caído da árvore do jardim da escola. A ideia era aguardar o término das aulas para levarem o bichinho para casa e cuidarem dele.

Bom, pensei, claro que ensinar alguma coisa de “Português” naquela hora seria um pouco impossível, então tive a idéia de chamar a professora de Biologia para compartilhar o acontecido. Levamos o pássaro para o laboratório de Ciências e cuidamos daquele ser indefeso. Ele, no fim do período, foi levado para um viveiro de uma aluna ali perto e sobreviveu.

Como foi um momento marcante na vida daqueles alunos, quando chegou o dia da Avaliação, também pedi uma produção de texto em forma de Relato para cada um registrar aquele dia memorável, quando, na época, “escaparam” de assistir a uma difícil revisão para as provas.

Para minha surpresa, depois de ler os relatos em casa, descobri que o pássaro não havia caído. Um dos meninos mais “levados” da escola havia derrubado um filhote do ninho e os alunos, para não deixarem o outro filhote sozinho, resolveram tirá-lo de lá também e cuidar dele.

Ah! Esqueci de mencionar: esse menino levado participou de tudo, com a maior “cara lavada”, como se nada tivesse acontecido...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Meu primeiro dia de aula

foto Mariah
Comecei a minha carreira na área da Educação em 1998. Lembro-me como se fosse ontem: “amarelei” na hora de entrar na minha primeira aula como professora. Senti-me como aqueles calouros em programas de auditório que entram correndo no palco porque são empurrados.

Ah! Como precisei daquele “empurrãozinho”.

Todos aqueles olhos em cima de mim... Pensei até em desistir, pois a prática não parecia nada nada com a teoria. Mas isso passou, com o tempo acabei me acostumando a ficar na “berlinda”.
O que posso dizer dessa primeira experiência é que os alunos são muito espertos. Logo na primeira atividade que eu pedi para fazerem em casa, “todos fizeram”, e eu achei aquilo o máximo!

A alegria durou pouco, pois logo uma aluna me procurou para me alertar que eram as mesmas folhas que vinham para eu verificar... E eu ali, anotando no diário que todos tinham feito...

Resumindo: pela a minha falta de experiência, eu não “vistava” as folhas. Então, depois de ser avisada, descobri que, na verdade, apenas cinco alunos tinham feito a atividade e as folhas iam e voltavam para as minhas mãos. Santa ingenuidade!

Hoje, tenho olhos de abelha e ouvidos biônicos, além de os meus carimbos serem lindos... Nada me escapa!